Compositor: Jaime Dávalos
(Faz tanto tempo isso do se-seu tio, né?)
(Quanto tempo tem que conheci ele, hein?) (rio abaixo, vou levando a jangada)
(Sim, sim, sim, sim, entramos em Jangadero, né?) (Rio abaixo, pelo Alto Paraná)
(Jangadeiro, jangadeiro)
(Claro, tem que sair de primeira, hein?)
Rio abaixo, vou levando a jangada
Rio abaixo, pelo Alto Paraná
É o peso da sombra que desmoronou
Que vai descendo em busca do horizonte
Rio abaixo, rio abaixo, rio abaixo
Na flor da água, vou derramando essa canção
No sonho da vida e do trabalho
Meu coração vira um camalote
Jangadeiro, jangadeiro
Meu destino é derivar sobre o rio
Desde o fundo da fábrica madeireira
Com o mesmo anseio da água que vai embora
Desde o fundo da fábrica madeireira
Com o mesmo anseio da água que vai embora
Pai rio, suas escamas de ouro vivo
São a febre que me leva mais além
Vou atrás do seu horizonte fugitivo
E a água leva meu sangue embora
Margem a margem, Sol e Lua, céu e água
Miragem que não para de acontecer
Pele de barro, fabulosa lampalágua
Devora minha paixão de navegar
Jangadeiro, jangadeiro
Jangadeiro, jangadeiro
Meu destino é derivar sobre o rio
Desde o fundo da fábrica madeireira
Com o mesmo anseio da água que vai embora
Desde o fundo da fábrica madeireira
Com o mesmo anseio da água
Que vai embora
(A gente conseguiu de primeira, hein?)
(Saiu de primeira, hein, hahahaha)
(Que lindo) (muito obrigada)
(Que lindo, não, não, lindo, lindo)
(Que lindo)
(Vejo você, sonho com você e sinto falta de você)